6 meses atrás

A tecnologia não cria profissionais melhores – Ela amplia a possibilidade dos profissionais melhorarem.

Esses dias li um texto do Cezar Taurion que me deixou pensativo.

Talvez porque ele escreveu exatamente o que eu penso há muito tempo, só que com a clareza de quem enxerga o mercado pelo avesso.
Ele dizia que a tecnologia não substitui o conhecimento… ela o potencializa.
E é isso.

A tecnologia não cria profissionais melhores. Ela amplia a possibilidade dos profissionais melhorarem.

Faz quarenta anos que eu trabalho com comunicação. E embora tenha ficado a maior parte do tempo no design, já fiz de tudo um pouco: escrevi, fotografei, montei, fui pra gráfica ver o fotolito que deu pau e resolvi problema que ninguém sabia resolver.

Vi a tecnologia invadir tudo (e transformar tudo).

E, sinceramente?
Na sua quase totalidade, para melhor.

Quando eu comecei, a gente montava layout com letraset.
Mandava imprimir o texto no birô, recortava, colava, montava. Mudar um layout podia levar semanas.

Aí veio a tal da IBM Composer, e o que levava um mês passou a levar dias.

Depois veio o computador e com ele softwares como o PageMaker, que acelerou ainda mais o processo. O Photoshop…

De repente, a gente podia mudar tudo, criar tudo, imprimir na hora.

E o mundo nunca mais foi o mesmo.

Eu vi essa revolução acontecer na prática.
Do fotolito a saída digital. Da prancheta pro monitor.

E, sinceramente, nunca vi a tecnologia atrapalhar o trabalho.
Ameaçar o trabalho.

O que ela fez foi abrir espaço pra gente pensar mais, criar mais, fazer mais.
O que antes demorava, hoje se faz em minutos. Mas a essência continua sendo a mesma:
alguém precisa pensar.

É como diz o Taurion: a IA não substitui o desenvolvedor, ela amplifica quem já pensa como um.

No design é igual.
Ela não substitui o olhar, a sensibilidade, o repertório, o tato com o cliente.

Ela acelera o processo, mas não dá propósito ao projeto.
Porque propósito ainda é coisa de gente.

Por isso eu nunca vi tecnologia como ameaça.
Pra mim, é ferramenta.

O que separa quem cresce de quem se perde não é a IA.
É o interesse em continuar aprendendo.

A tecnologia não cria profissionais melhores.
Mas dá a todos nós a chance de sermos muito melhores do que já fomos.
Eu amo tecnologia.

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